J2ME


O Java2me (J2ME; micro edition) é sem dúvidas uma das plataformas mais embarasosas e questionáveis no que tange qualidade e possibilidade. Não a toa, ela teve vida curta e com o passar dos anos foi sendo apagada do mapa; quase que como superada pela necessidade dos usuários poderem sentir determinadas funções serem possíveis de fato, bem como pela facilidade que os programadores/desenvolvedores demandavam á época. Para se ter uma ideia -- em comparação com o Android -- havia muitas dificuldades de compatibilidade com aparelhos e requerimentos; e não só, havia também uma densidade de códigos para programar coisas simples; uma humilhação se pensar nas primeiras versões do Android que, além de terem funções integradas ao Google como o Gps, eram bem mais fáceis para desenvolver apps e, com mais potencial, como vemos atualmente. Não serei injusto aqui, houve muitas tentativas de expandir a micro-plataforma (que era apropriada ao que se propunha, de certa forma) para algo mais, como na co-existência relativamente feliz com o Symbian nos celulares Nokia, o que permitiu em parte que usuários do S40 e S60 (ênfase) podessem ter Whatsapp (a febre da época) sem ter um smartphone Android. Porém, àqueles que não tinham um celular altamente capacitado e com compatibilidades específicas que a plataforma demandava, só restava desejar o Android ou o Ios; fenômeno que perpetuou desde o início de sua existência: o de desejar algo melhor. Talvez, o melhor dos casos seja Devil May Cry 3D, sendo este, um dos mais famosos entre vários jogos que apenas um ou outro celular podia rodar e o restante não; mas pera ae, você pensa que acabou? Leigo engano, outro problema na plataforma era a resolução de tela para determinados arquivos e até mesmo entraves no que tange o 3D -- no agregado: um celular podia e o outro passava longe, e por aí vai. Do lado de quem trabalhava com a plataforma, além dos exemplos dados, havia mais complicações que criavam a necessidade inexorável de frameworks, sendo o Floogy o mais famoso no que tange o banco de dados (operado em 'registro'; Record Management System; RMS). Em resumo, podemos dizer que o J2ME é uma piada de péssimo gosto perto das primeiras versões do Android e Ios, só ganhando dessa segunda (tô pouco me fudendo pro Ios) na facilidade de emulação. 

Felizmente, houve muitos games ótimos para mobile em .Jar e .Jad em seu período de existência, o que vem rendendo hoje um interesse vitalizante cult graças a possibilidade de emular arquivos do tipo no Android apenas baixando apps como o 'J2ME Loader'. E isso -- o de explorar o melhor de algo que era complicadíssimo (e que trazia uma dificuldade do caralho) além de levar muitos a terem que se virar para fazer algo criativo em contrapartida aos vários lixos que eram lançados nessa pérola --, é o que traz a logo e seus envoltos até aqui: a primazia da conexão com outros conceitos tendo como base algo específico que dá cor ao emaranhado.